Palavras soltas no ar, ou nem tanto, lugar de criação de um ser em crescimento.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
Com Amor....da Idade da Razão
Talvez hoje finalmente entendi a questão de sofrermos tanto para crescer,para nos tornarmos adultos-pelo menos para mim é sofrido.Vi um filme francês,muito bom diga-se de passagem,que fala de uma mulher adulta,feliz em sua vida,realizada, que em um de seus aniversários começa a receber cartas que havia escrito para si, aos 7anos de idade.
As cartas vão guiando ela para um passado já esquecido,em razão de um presente atribulado. O filme se desenrola,na mesma batida das questões que me atormentam e que devem atormentar todos: e se de repente nos dermos conta que esquecemos tudo o que fomos,tudo o que planejamos e sonhamos para nos tornarmos outra pessoa?
Uma pessoa diferente,nem melhor,nem pior, mas irreconhecível.Minha maior certeza, é de que o desejo de manter uma Manoela da infância viva,tem fundamento,é essencial,não esquecermos de quem fomos e de quem somos.
No filme uma frase muito importante aparece e tentarei manter viva: Torne-se a pessoa que és.
Recomendo muito este filme, que como todos os filmes franceses é extremamente delicado,engraçado e tocante.
As cartas vão guiando ela para um passado já esquecido,em razão de um presente atribulado. O filme se desenrola,na mesma batida das questões que me atormentam e que devem atormentar todos: e se de repente nos dermos conta que esquecemos tudo o que fomos,tudo o que planejamos e sonhamos para nos tornarmos outra pessoa?
Uma pessoa diferente,nem melhor,nem pior, mas irreconhecível.Minha maior certeza, é de que o desejo de manter uma Manoela da infância viva,tem fundamento,é essencial,não esquecermos de quem fomos e de quem somos.
No filme uma frase muito importante aparece e tentarei manter viva: Torne-se a pessoa que és.
Recomendo muito este filme, que como todos os filmes franceses é extremamente delicado,engraçado e tocante.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Auto-conhecimento não vem de graça
"...You don't have to feel like a wasted space...after a hurricane comes a rainbow...
Cause Baby you're firework, come on show 'em what you're worth.
Make 'em go "Ah!,ah!" as you shoot across the sky "ah!ah!..."Katy Perry
Adultez
Gostaria que na infância ainda,recebêssemos um manual ensinando como é ser Adulto.Um Legítimo "Manual de Instruções"para não ser preciso aprender,errado.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Quando 2012 chegar...
Vou colher os diversos frutos que plantei em 2011. Ano que consegui aprender,conhecer,sorrir,chorar,amar,deixar de amar,planejar e concretizar.
No ano que vai chegar tenho a certeza que será melhor, afinal de contas tornei-me uma pessoa melhor,os brotos já estão visíveis,depois de todo um inverno,outono e verão, chega a Primavera renovadora com planos em flor.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Trabalho Inútil
Um velho monge e um jovem monge estavam andando por uma estrada quando chegaram a um rio que corria veloz. O rio não era nem muito largo nem muito fundo, e os dois estavam prestes a atravessá-lo quando uma bela jovem, que esperava na margem, aproximou-se deles.A moça estava vestida com muita elegância,abanava o leque e piscava muito,sorrindo com seus olhos muito grandes.
- Oh- ela disse-, a correnteza é tão forte,a água tão fria, e a seda do meu quimono vai se estragar se eu o molhar. Será que vocês podem me carregar até o outro lado do rio?
E ela se insinuou sedutora para o lado do monge mais jovem.
O jovem monge não gostou do comportamento daquela moça mimada e despudorada. Achou que ela merecia uma lição. Além do mais, monges não devem se envolver com mulheres. Então, ele a ignorou e atravessou o rio. Mas o monge mais velho deu de ombros, ergueu a moça e a carregou nas costas até o outro lado do rio. Depois os dois monges continuaram caminhando pela estrada.
Embora andassem em silêncio,o monge mais novo estava furioso. Achava que o companheiro tinha cometido um erro ao ceder aos caprichos daquela moça mimada.E, pior ainda, ao tocá-la tinha desobedecido às regras dos monges. O jovem reclamava e vociferava mentalmente, enquanto eles caminhavam subindo montanhas e atravessando campos. Finalmente, ele não aguentou. Aos gritos, começou a repreender o companheiro por ter atravessado o rio e carregado a moça.
Estava fora de si, com o rosto vermelho de tanta raiva.
- Ora,ora- disse o velho monge.- Você ainda está carregando aquela mulher?Eu já a pus no chão há uma hora.
E,dando de ombros, continuou a caminhar.
(texto extraído do livro 'Contos Budistas' de Sherab Chodzin e Alexandra Kohn,Editora Martins Fontes 2003.)
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